
O Seestar S50 foi o primeiro telescópio inteligente (All-in-One) lançado pela ZWO, reunindo em um único equipamento a montagem motorizada, a óptica, a câmera e o sistema de controle, tudo isso por um preço relativamente acessível quando comparado aos principais concorrentes do mercado.
Quando foi anunciado em 2023, o Seestar S50 despertou curiosidade por prometer algo que muitos consideravam difícil de alcançar: tornar a astrofotografia acessível para iniciantes sem sacrificar a qualidade dos resultados.
Até então, a captura de objetos do céu profundo normalmente exigia um conjunto relativamente complexo composto por telescópio, montagem equatorial, câmera astronômica, sistema de guiagem, fonte de alimentação e softwares especializados. O investimento financeiro e a curva de aprendizado afastavam muitos interessados.
O Seestar surgiu justamente para preencher essa lacuna, inaugurando uma geração de telescópios inteligentes de baixo custo, capazes de realizar praticamente todo o processo de forma automatizada.
Tive a felicidade de ganhar um Seestar S50 de presente da minha esposa em outubro de 2023, poucos meses após o lançamento do equipamento. Isso me permitiu acompanhar de perto sua chegada ao mercado e experimentar suas capacidades desde os primeiros lotes disponíveis no Brasil.
Na época, fui um dos primeiros astrofotógrafos brasileiros a publicar imagens capturadas com o Seestar no AstroImg, a rede social de astrofotografia da ZWO. Desde então, o equipamento me acompanhou em centenas de sessões de observação e captura, contribuindo para que eu me tornasse um dos usuários brasileiros mais ativos da plataforma.
Diferente de muitas análises publicadas logo após o lançamento, minhas impressões foram construídas ao longo de mais de dois anos de utilização contínua, permitindo avaliar não apenas o impacto inicial do produto, mas também suas qualidades e limitações no uso cotidiano.
Funcionalidades
Um dos grandes diferenciais do Seestar S50 está em seu sistema de montagem e rastreamento totalmente automatizado. O equipamento utiliza uma montagem altazimutal motorizada capaz de localizar e acompanhar objetos celestes sem a necessidade de alinhamentos complexos realizados pelo usuário. Após ser ligado, o telescópio utiliza seus sensores internos para determinar sua posição e realizar automaticamente o reconhecimento do campo estelar, identificando as estrelas visíveis e calibrando seu apontamento. A partir desse processo, o sistema é capaz de localizar e rastrear objetos do céu profundo de forma precisa durante toda a sessão de captura.
Além da automação do apontamento, o Seestar S50 reúne diversos recursos integrados que simplificam significativamente a experiência do usuário. Todo o controle do equipamento é realizado por meio de um aplicativo disponível para Android e iOS, permitindo selecionar alvos, acompanhar as capturas e ajustar configurações diretamente pelo celular. O equipamento também realiza o empilhamento das imagens em tempo real, processando automaticamente cada exposição para revelar gradualmente mais detalhes dos objetos observados. Entre seus recursos estão ainda um filtro integrado para redução dos efeitos da poluição luminosa, armazenamento interno para salvar imagens e vídeos, além de uma bateria recarregável embutida que garante horas de operação sem a necessidade de fontes externas de alimentação.
| Especificações | |
| Abertura | 50 mm |
| Distância Foca | 250mm |
| Razão Focal: | F/5 |
| Tipo de Ótica: | Apocromático Tripleto |
| Sensor: | Sony IMX 462 |
| Resolução | 1920×1080 |
| Pixel Size: | Pixel Size: 2,9 micrômetros |
Entretanto, limitar o Seestar S50 apenas à astrofotografia seria injusto. Embora tenha sido projetado principalmente para a observação e captura de objetos do céu profundo, o equipamento oferece diferentes modos de utilização que ampliam bastante sua versatilidade, tornando-o uma ferramenta interessante tanto para observação astronômica quanto para aplicações terrestres e solares.
Observação Solar
Entre as funcionalidades menos comentadas, mas certamente mais interessantes do Seestar S50, está sua capacidade de realizar observação solar de forma simples e segura. O equipamento acompanha um filtro solar especialmente desenvolvido para bloquear a maioria da radiação emitida pelo Sol, permitindo que a observação e o registro de imagens sejam realizados com segurança.
Após a instalação do filtro, o Seestar é capaz de localizar automaticamente o Sol e iniciar seu rastreamento, dispensando ajustes manuais complexos. Essa praticidade torna a observação solar acessível até mesmo para pessoas que nunca utilizaram um telescópio anteriormente, permitindo que em poucos minutos o usuário já esteja captando imagens da nossa estrela.
Durante períodos de maior atividade solar, é possível registrar com facilidade manchas solares, regiões ativas e grupos complexos presentes na fotosfera. O aplicativo realiza automaticamente a captura e o processamento das imagens, permitindo acompanhar a evolução dessas estruturas ao longo dos dias e semanas. Para quem gosta de monitorar o ciclo solar, essa funcionalidade se torna especialmente interessante, já que possibilita a criação de registros periódicos sem a necessidade de equipamentos especializados.
Minha própria experiência com o equipamento começou justamente observando o Sol. O primeiro registro que realizei com o Seestar S50 foi uma fotografia da superfície solar, revelando as manchas solares visíveis naquele período. Na mesma sessão, também produzi uma sequência em vídeo mostrando a passagem de nuvens sobre o disco solar, algo simples, mas que serviu para demonstrar o potencial e a facilidade de uso do equipamento logo nos primeiros minutos de utilização. Foi uma experiência marcante, não apenas por ser meu primeiro contato prático com o Seestar, mas também por mostrar como um equipamento tão compacto era capaz de produzir resultados interessantes praticamente sem exigir configuração ou conhecimentos avançados.

Observação do Eclipse Solar Parcial em 2 de Outubro de 2024
O eclipse solar parcial de 2 de outubro de 2024 acabou se tornando uma experiência ainda mais especial devido às circunstâncias em que foi observado. Naquela época, minha casa ainda passava por uma grande reforma e eu trabalhava remotamente. Durante todo o dia acompanhei a previsão do tempo com certa apreensão, enquanto tentava me concentrar no trabalho em meio ao calor intenso e aos transtornos naturais de uma obra em andamento.
As condições meteorológicas também não colaboravam. O céu permaneceu bastante encoberto durante boa parte do dia, alimentando a sensação de que talvez eu não conseguisse observar o fenômeno. Como acontece com frequência na astronomia, não havia muito o que fazer além de preparar o equipamento, acompanhar as nuvens e torcer para que surgisse uma abertura no momento certo.
Felizmente, a sorte resolveu ajudar. Pouco antes do início das observações, as nuvens começaram a se dissipar e o céu abriu justamente quando eu mais precisava. Foi uma daquelas situações que todo astrônomo amador conhece bem: após horas de expectativa, o clima muda no último instante e proporciona a oportunidade de observar um evento que parecia perdido.
Com o Seestar S50 equipado com seu filtro solar, consegui acompanhar o eclipse com tranquilidade. O sistema de rastreamento automático manteve o Sol perfeitamente centralizado durante toda a observação, permitindo que eu me concentrasse apenas em registrar o fenômeno. Mesmo sendo um eclipse parcial de pequena magnitude visto do Rio de Janeiro, foi fascinante observar a Lua avançando lentamente sobre o disco solar e registrar cada etapa da ocultação.



Observação Lunar

A Lua é provavelmente o objeto celeste que mais observo com o Seestar S50. Diferentemente de nebulosas e galáxias, que exigem céus escuros e longos períodos de captura, a Lua está quase sempre disponível e oferece algo novo para ser visto em cada fase do mês. É um daqueles alvos que nunca perde o encanto, independentemente do tempo de experiência que se tenha na astronomia.
O Seestar se mostra bastante competente na fotografia lunar. Sua óptica e o sistema de processamento integrado permitem registrar com facilidade crateras, cadeias montanhosas, vales e os grandes mares lunares que compõem algumas das paisagens mais conhecidas da superfície. A experiência é simples: basta selecionar a Lua no aplicativo e o equipamento faz todo o trabalho de apontamento e rastreamento automaticamente, mantendo o alvo centralizado durante toda a sessão.
Embora muitos observadores prefiram as fases crescente e minguante devido ao maior contraste proporcionado pelas sombras, a Lua Cheia também reserva excelentes oportunidades fotográficas. Nessa fase, é possível registrar o disco lunar completo com riqueza de detalhes, destacando a distribuição dos mares lunares, raios de ejeção ao redor de grandes crateras e as diferenças de tonalidade entre diversas regiões da superfície. São imagens que costumam chamar bastante atenção, especialmente para quem está tendo os primeiros contatos com a astronomia.
Uma das atividades mais interessantes que o equipamento proporciona é justamente o acompanhamento das fases lunares ao longo do mês. À medida que a iluminação solar muda, regiões inteiras ganham uma aparência completamente diferente. Crateras que passam despercebidas em uma fase podem se tornar protagonistas em outra, enquanto sombras surgem e desaparecem revelando detalhes que não estavam visíveis na noite anterior. Com o tempo, essa observação contínua permite desenvolver uma familiaridade muito maior com a geografia lunar.
Outro aspecto que torna a Lua um alvo tão agradável é sua acessibilidade. Mesmo em áreas urbanas com forte poluição luminosa, ela continua oferecendo observações e fotografias de excelente qualidade. Em noites em que as condições não favorecem a captura de objetos do céu profundo ou quando há pouco tempo disponível para observar, a Lua quase sempre garante uma sessão produtiva.






Eclipse Lunar
Entre os registros mais marcantes que realizei com o Seestar S50 está o eclipse lunar da madrugada de 14 de março de 2025. Diferentemente de muitas observações que podem ser feitas no conforto do início da noite, esse foi um daqueles eventos que exigem dedicação do astrônomo amador. O despertador tocou ainda durante a madrugada, quando a maior parte da cidade dormia e o silêncio tomava conta das ruas.
Apesar do cansaço, havia uma sensação de expectativa difícil de descrever. Afinal, eclipses lunares totais não acontecem com tanta frequência, e cada um possui suas próprias características. O frio da madrugada tornava a experiência ainda mais especial. Enquanto preparava o equipamento e acompanhava o avanço da sombra da Terra sobre a Lua, o ar frio lembrava que eu estava vivendo um daqueles momentos pelos quais vale a pena perder algumas horas de sono.
O Seestar S50 facilitou bastante a observação. Após localizar a Lua, o equipamento manteve o rastreamento automático durante toda a sessão, permitindo que eu me concentrasse em acompanhar as diferentes fases do eclipse e registrar imagens sem precisar realizar ajustes constantes.
À medida que a sombra terrestre avançava, a Lua foi perdendo gradualmente seu brilho habitual. O momento mais impressionante ocorreu durante a totalidade, quando nosso satélite adquiriu os característicos tons avermelhados que deram origem ao apelido popular de “Lua de Sangue”. Ver essa transformação acontecendo ao vivo é uma experiência que nenhuma fotografia consegue reproduzir completamente.
Imagens Planetárias


Embora o Seestar S50 seja frequentemente associado à fotografia de nebulosas, galáxias e outros objetos do céu profundo, ele também permite a observação e o registro dos principais planetas do Sistema Solar. Júpiter, Saturno, Marte e Vênus podem ser facilmente localizados através do aplicativo, aproveitando toda a praticidade do sistema de apontamento e rastreamento automático que tornou o equipamento tão popular.
Ainda assim, é importante entender que a fotografia planetária não é exatamente o ponto forte do Seestar. Sua óptica de 250 mm de distância focal foi projetada para oferecer um campo de visão relativamente amplo, favorecendo objetos extensos do céu profundo. Os planetas, por outro lado, ocupam áreas muito pequenas no sensor e normalmente exigem distâncias focais significativamente maiores para revelar detalhes mais finos.
Isso não significa que os resultados sejam ruins. É perfeitamente possível registrar os anéis de Saturno, identificar as luas galileanas de Júpiter e até mesmo perceber algumas das principais características desses mundos. Para muitos usuários, especialmente aqueles que estão começando na astronomia, a emoção de fotografar um planeta pela primeira vez compensa qualquer limitação técnica.
No caso de Júpiter, por exemplo, é possível registrar seu disco e as quatro luas galileanas mais brilhantes — Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Saturno também pode ser facilmente identificado com seu característico sistema de anéis, enquanto Marte revela sua coloração avermelhada durante as épocas de maior aproximação da Terra.
No entanto, quando comparado a equipamentos tradicionalmente utilizados para fotografia planetária, o Seestar encontra algumas limitações naturais. Telescópios com maiores distâncias focais, combinados com câmeras dedicadas e técnicas avançadas de empilhamento de vídeos, conseguem revelar detalhes como divisões nos anéis de Saturno, bandas atmosféricas mais finas em Júpiter, calotas polares em Marte e diversos outros elementos que estão além da proposta do equipamento.
Na prática, eu costumo enxergar a fotografia planetária no Seestar como um bônus interessante. Ele é capaz de registrar os planetas e proporcionar imagens que certamente agradam a maioria dos observadores, mas quem deseja se especializar nesse tipo de captura provavelmente encontrará resultados superiores em equipamentos desenvolvidos especificamente para essa finalidade.
Capturas do Céu Profundo
É no céu profundo que o Seestar S50 realmente mostra a que veio. Desde o seu lançamento, a grande maioria das imagens que popularizaram o equipamento foram justamente de nebulosas, galáxias e aglomerados estelares. Objetos que antes exigiam uma combinação relativamente complexa de telescópio, montagem motorizada, câmera astronômica e softwares especializados passaram a ser acessíveis com poucos toques na tela do celular.
O princípio de funcionamento é bastante simples. Após localizar um objeto, o Seestar inicia uma sequência contínua de exposições e realiza automaticamente o empilhamento das imagens. A cada novo frame capturado, mais sinal é acumulado, reduzindo o ruído e revelando detalhes que inicialmente não eram visíveis. É por isso que uma nebulosa observada durante poucos minutos apresenta menos estrutura e menos cor do que a mesma nebulosa capturada durante uma ou duas horas.
O tempo de integração é um dos fatores mais importantes na astrofotografia de céu profundo. Em capturas curtas, de cinco a dez minutos, já é possível obter imagens bastante agradáveis de objetos brilhantes como a Nebulosa de Órion ou o aglomerado das Plêiades. À medida que o tempo de exposição total aumenta, começam a surgir estruturas mais tênues, regiões mais escuras de poeira interestelar e nuances de cor que simplesmente não aparecem em integrações menores.
Não é raro que um objeto capturado durante trinta minutos pareça completamente diferente quando observado após duas ou três horas de integração. Galáxias revelam braços espirais mais definidos, nebulosas mostram extensões mais distantes de gás e objetos mais fracos tornam-se progressivamente visíveis. Em astrofotografia, muitas vezes a diferença entre uma imagem comum e uma imagem impressionante está simplesmente no tempo dedicado à captura.
Um aspecto interessante do Seestar é que ele pode operar tanto em modo altazimutal quanto em modo equatorial. No modo altazimutal, que é o modo padrão utilizado pela maioria dos usuários, o equipamento movimenta-se nos eixos de altitude e azimute para acompanhar o movimento aparente do céu. Essa configuração é extremamente prática e permite iniciar uma sessão em poucos minutos. Entretanto, existe uma limitação física conhecida como rotação de campo.
À medida que o equipamento acompanha um objeto ao longo da noite, a orientação do campo estelar muda lentamente em relação ao sensor. O software corrige esse efeito automaticamente durante o empilhamento, mas parte das bordas da imagem acaba sendo descartada para compensar essa rotação. Para a maioria das capturas isso não representa um problema significativo, especialmente em sessões mais curtas.
Com a introdução do modo equatorial, o Seestar ganhou uma importante evolução para astrofotografia. Utilizando uma inclinação calculada de acordo com a latitude do observador, o equipamento passa a acompanhar o movimento do céu de forma semelhante às montagens equatoriais tradicionais. Como resultado, a rotação de campo é praticamente eliminada, permitindo aproveitar melhor o sensor e realizar integrações mais longas com maior eficiência.
Na prática, isso significa que capturas de várias horas tornam-se mais produtivas. Menos informação é perdida nas bordas da imagem, o enquadramento permanece mais estável e a qualidade final do empilhamento tende a melhorar. Para objetos mais fracos, onde cada minuto adicional de integração faz diferença, o modo equatorial pode representar um ganho perceptível nos resultados.
Diferença na Captura Alt-AZ x EQ
Uma das novidades mais interessantes que chegaram ao Seestar S50 após o lançamento foi o modo Equatorial (EQ). Embora o modo Alt-Az continue sendo a forma mais prática de utilizar o equipamento, a possibilidade de operar em modo EQ trouxe algumas vantagens para quem gosta de extrair o máximo possível das capturas de céu profundo.
No modo Alt-Az, que é como a maioria dos usuários utiliza o Seestar, o equipamento acompanha os objetos movimentando-se para cima, para baixo e para os lados, compensando o movimento aparente do céu. Funciona muito bem e é justamente essa simplicidade que tornou o equipamento tão popular. Porém, durante capturas mais longas ocorre um fenômeno chamado rotação de campo. Na prática, mesmo com o objeto permanecendo centralizado, as estrelas ao redor parecem girar lentamente dentro do enquadramento. O software corrige isso automaticamente durante o empilhamento, mas acaba descartando pequenas áreas nas bordas da imagem.
Com o modo Equatorial, o comportamento muda. Ao inclinar o equipamento de acordo com a latitude do local de observação, o rastreamento passa a acompanhar o movimento do céu de forma muito mais natural, reduzindo drasticamente a rotação de campo. O resultado é um enquadramento mais estável durante toda a sessão e um melhor aproveitamento da área útil da imagem.
Outra diferença que faz bastante impacto nos resultados é o tempo de exposição dos frames. No modo Alt-Az, as imagens individuais normalmente são capturadas com 10 segundos de exposição. Já no modo EQ, esse tempo pode chegar a 30 segundos por frame. Pode parecer uma mudança pequena, mas na prática cada exposição passa a registrar três vezes mais luz. Isso ajuda especialmente na captura de nebulosas mais tênues e detalhes mais sutis em galáxias, permitindo que o empilhamento final tenha mais informação para trabalhar.
Para quem está começando, o modo Alt-Az continua sendo a opção mais simples e conveniente. Já para aqueles que gostam de passar horas acumulando sinal em um único objeto, o modo EQ representa um ganho interessante e mostra que o Seestar ainda tem bastante potencial para evoluir além da proposta original de simplicidade e praticidade.
As imagens abaixo são comparações do mesmo objeto, na forma que foram empilhadas pelo Seestar S50, sem qualquer cosmética ou correção adicional feita em outro software.






Acompanhe abaixo os artigos com as imagens capturadas de cada objeto feitas com o Seestar S50.
